Sobre a discussão de gênero

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal. Obl. OSB)

Sobre qualquer assunto, de modo geral, dois grupos costumam manifestar-se: o que sabe e o que ignora. Receio ser bombardeado pelos ignorantes. E confesso que nem eu compreendo inteiramente essa discussão, e mais que isso, toda essa realidade que envolve as questões de gênero. Entretanto, vejo pessoas adultas infantilizadas. Sobretudo, vejo crianças manipuladas, reproduzindo discursos prontos e sacralizados como se fossem doutoras em todas as Ciências Humanas. É inegável que aposto no protagonismo delas. E acho que os mesmos adultos, tantas vezes, as subestimam. Porém, gostaria de vê-las manifestando-se quanto a sentirem-se acolhidas em suas reais dores e angústias e compreendendo que nem tudo nós conhecemos, principalmente quanto às vontades de Deus, a fim de que ninguém se autorize descontextualizadamente a falar, a julgar e a matar em seu nome. Sala de aula e exposições de arte são lugares muito sérios, mas não são salas de cirurgia. Nas primeiras, os envolvidos podem mudar de percepção e ideia cinco ou dezesseis vezes por dia. Esta é a escola com posições e posicionamentos, a escola que toma parte, aquela escola com partido, a escola de gente complexa, a escola do dia a dia, onde a paleta de cores é um arco-íris e os olhos sabem ver entre o preto e o branco, sem malícia, cinquenta tons de cinza. Entretanto, uma coisa não lhes pode ser permitido mexer: no respeito, não a tolices e intolerâncias, mas no respeito e reverência à dignidade inviolável da Outra e do Outro, coisa que os ignorantes ainda não aprenderam. E querem aprender?

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