Resposta a um colega professor

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

Paulão, eu também defendo os trabalhadores, dos policiais aos professores. E, é verdade, os policiais arriscam suas vidas a cada segundo, o que ganham não condiz, em nada, com o que fazem e com o risco que correm. Sabemos de inúmeras situações em que depois de fazerem o que, supostamente, deve ser feito, seu trabalho não dá em nada. E isso é um soco no estômago. Tal qual a diretora de uma escola onde eu trabalhava que, ao final dos trimestres e do ano letivo, principalmente, sentava-se ao meu lado para que eu alterasse as notas baixas, a ponto de eu pedir demissão. A importância do trabalho policial, sim, é indiscutível. Mas, o inaceitável é como as coisas são feitas. Temos inteligência suficiente para saber que, em qualquer trabalho, estamos sujeitos a erros, mas a regra é acertar. Não caio nessa dicotomia desgraçada de bandido e pessoa de bem. Isso é conversa simplista, rasa e maniqueísta. Somos humanos e devemos ser valorizados pelos acertos e penalizados pelos equívocos. Mas, em tudo há limite, inclusive no uso da força. E força não é violência, desde que usada de forma adequada na intenção, na preparação e na execução de qualquer ação, pedagógica ou policial. Não sou ingênuo a ponto de imaginar que a nossa polícia vá servir cafezinho e chamar o dito meliante de meu bem. Nem eu faço isso com meus alunos. Mas é uma construção, uma mudança radical de paradigma, tanto da sociedade quanto dos órgãos que regulam a segurança. Meu irmão, abraço cheio de saudade dos papos e lanches, das bobagens e risadas em nossos tantos recreios.

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