Para saber repartir e saborear

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

Sexta-feira, embora quase afônico, estava feliz por ter assumido reencontrar gente conhecida e amiga. Com toda a intensidade que lhe é própria, fui conduzido pela Leo até a Casa de Retiro Belém do Horto. E nosso bom papo só foi interrompido quando avistamos a portaria repleta de pontinhos vermelhos. Quem eram eles? Eram as educadoras do Centro Social Gianelli que, ao invés de irem trabalhar com as crianças e adolescentes, tal como fazem diariamente, saíram da rotina pra passar o dia inteiro trabalhando a si mesmas, num tempo de retiro espiritual. Após a acolhida de Ir. Raquel fizemos um jogo animado onde a Nídia não sabia se pegava, se corria, se gargalhava, respirava ou fotografava, tendo até quem corresse de salto, e onde concluímos que o André é bom mesmo sobre patins. Sentamo-nos ali no jardim e oramos, meditamos e contemplamos a vida, recordando cenas que envolvem mesas e fogões. Por pouco não trocamos receitas, mas para a surpresa do grupo, trocamos impressões sobre a espiritualidade da alimentação, da fartura à escassez. O almoço feito no capricho por Ir. Ângela e Ir. Esmeralda levou-nos à tarde, um pouco mais abafada e cansativa. Escutamos as perguntas da Michele, as respostas da Paula e as histórias do Ronaldo, que aprendeu falar. Silenciamos, rezamos individual e comunitariamente, encerrando o dia com pão de queijo feito especialmente pra nos agradar, certos de que nossa relação com o alimento nos faz mais ou menos gente, dependendo do jeito como aprendemos repartir e saborear. Tomara tenha valido a pena.

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