Salmodia, terra da mãe de Deus

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

Por volta de setenta lideranças, nas Terras da Mãe de Deus, mulheres em sua grande maioria, colocaram-se curiosas e sedentas diante do saltério. Num intenso dia de recolhimento, os salmos foram redescobertos, admirados e rezados. Daquele grupo, ainda sob o calor das missões populares, muita coisa eu ouvi, dentre elas: Porque ninguém nos falou disso antes... Eu não conhecia tamanha profundidade e riqueza... Determinado salmo ajudou meu filho... Este salmo me ajudou sair da depressão... Aquele outro curou meu marido... Antes, eu não gostava dos salmos... Eu não via sentido algum... Eu não entendia os salmos como palavra de Deus... Há um salmo que rezo todos os dias... Costumamos rezar o terço, os salmos não... Há salmos difíceis... Dei um salto na compreensão dos salmos... Eu achava que salmo era coisa só para missa... Então, isto é salmo... E, por entre cantos, danças e prostrações este povo deixou-se tocar e partilhou suas descobertas e impressões. Mais que pretender ensinar, trocamos experiências para saber o que o Divino nos inspirava. Pois, na maioria das vezes, quando o povo fala, a gente apenas complementa isto ou aquilo, de maneira a acompanhá-lo junto às fontes da nossa oração e da nossa espiritualidade, a fim de que beba do frescor de uma fonte que, há milênios, jorra sem nunca ter secado, saciando indivíduos e comunidades, ao se depararem com as mais terríveis arbitrariedades e com as vitórias da caminhada. Obrigado pela acolhida e amizade, Padre Gildo. Obrigado pela disposição, paróquia de Tupaciretã: Terra da Mãe de Deus.

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