Que tipo de família defendemos

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

Também defendo a família, pois venho de uma muito bem estruturada, seja lá o que isso possa significar. Mas, de que tipo de família estamos falando, exatamente? Da família de Abraão? Poxa, preciso ampliar minhas relações conjugais... Sara... Hagar... E depois abandonar uma a própria sorte. Da família de Ló, então? Dessa eu quero distância. Afinal, muita gente deveria estar presa por esse tipo de prática. Incesto...!? Ou estou enganado? Da família de Jesus, quem sabe? Mas, segundo a tradição que afirma que ele era solteiro ou a que não se importa dele ter sido casado? Fiquei na dúvida... Talvez, o exemplo venha de muitos casais heterossexuais que abandonam seu próprios filhos para tantos homossexuais quererem cuidar. Talvez, venha de homens e mulheres que abortam, e isto é o mesmo que assassinar? E, até onde me lembro, a Lei Maria da Penha não surgiu para defender as vítimas, inclusive fatais, de nenhum relacionamento homossexual, mais precisamente. Ou estou enganado? Ah fariseus e hipócritas! Ah sepulcros caiados! É óbvio que nem tudo pode e nem tudo me convém. Contudo, é tão fácil fazer uma interpretação simplória e fundamentalista, segundo as próprias crenças, medos ou conveniências. Tenho nojo e, ao mesmo tempo, pena de quem, muitas vezes, vive uma vida da qual até o diabo sente-se envergonhado e depois coloca uma auréola de plástico sobre a cabeça e se acha a própria medida de todas as coisas. Ao converter-se, se tiver coerência, verdade e autoridade nisso, talvez outros possam lhe seguir.

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