Carta 08 - Neste mês de setembro

Tournay, 28/08/11.

Queridos amigos e amigas
EM BUSCA DA PAZ,

Paz!

Neste mês de setembro, mais uma vez, a ONU convida as nações do mundo inteiro a celebrar o dia 21 de setembro, como dia mundial da paz. Esta data é uma bela ocasião para que pessoas, grupos, organizações e países manifestem gestos e compromissos pela paz mundial. O primeira Dia Mundial da Paz foi celebrado em setembro de 1982, coincidindo com a abertura da Assembleia Geral da ONU. Em 2002, esta mesma Assembleia Geral declarou o dia 21 de setembro como “Dia Internacional da Paz”, entendido também como um dia de “cessar-fogo”.

Assim, convido vocês a rezarem por todas as organizações que, no mundo inteiro, contribuem para a causa da paz entre os povos, especialmente pela Organização das Nações Unidas. Mesmo com todas as suas limitações, ela constitui um vivo instrumento no serviço da paz.

A Organização das Nações Unidas, com seus diversos braços, atua especialmente na busca de pontos de consenso para a concretização de medidas duradouras de paz. Podemos resumir o trabalho da ONU em três palavras: “peacemaking”; “peacekeeping”; “peacebuilding”. “Peacemaking” é a sua atuação para resolução não-violenta dos conflitos, feita através especialmente de suas assembléias e do conselho de segurança. “Peacekeeping” é o trabalho para reduzir a violência e manter a paz situações de extremo conflito, sobretudo através das forças de paz, os assim chamados “capacetes azuis”. “Peacebuilding” diz respeito a construção da paz especialmente pelo desenvolvimento dos potenciais humanos: aí poderemos lembrar os diversos braços da ONU que atuam em áreas específicas, como a FAO (alimentação), UNESCO (educação e cultura), UNICEF (infância), OMS (saúde), etc.

Em 2000, os estados-membros da ONU engajaram-se num compromisso compartilhado com a sustentabilidade do Planeta. Eles estabeleceram um conjunto de 8 macro-objetivos, a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade, conhecidos como “Os oito jeitos de mudar o mundo”: 1) Acabar coma fome e a miséria; 2) Educação básica de qualidade para todos; 3) Igualdade entre sexos e valorização da mulher; 4) Reduzir a mortalidade infantil; 5) Melhorar a saúde das gestantes; 6) Combater a AIDS, a malária e outras doenças; 7) Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; 8) Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

Há alguns anos, discute-se uma reforma das Nações Unidas. Entre os pontos que são levantados, inclui-se a transformação dos representantes dos países em representantes das nações, como deputados dos povos membros. Também sugere-se que as resoluções dos dois Tribunais, o de Haia (que julga questões entre países) e o de Roma (que julga questões entre pessoas e países) tenham força coercitiva. Um outro ponto é a constituição do Conselho de Segurança: alguns países como o Brasil, reivindicam um lugar no conselho permanente, mas outros propõem o fim de membros permanentes no Conselho de Segurança, dando um estatuto de real igualdade entre nações.

Proponho que, além de assumir esta intenção de oração, possamos falar deste tema às pessoas que nos rodeiam. No dia 21 de setembro, podemos acender uma vela e consagrarmos um momento de oração pela paz no mundo. Rezemos com as palavras deste hino dos negros americanos:

A começar em mim, 
prometo a meu Senhor 
que a cada passo que eu der, 
e seja onde for, 
a cada momento estarei vivendo 
em plena paz e amor.
Haja paz na Terra,
a começar em mim.
Irmãos, nós todos somos, 
filhos do mesmo Deus. 
Juntos pois caminhemos, 
na paz que vem dos céus.
Haja paz na Terra, 
a começar em mim.

Com toda minha amizade e estima,

D. Irineu Rezende Guimarães, OSB
monge beneditino, prior da Abadia Nossa Senhora, Tournay, França

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