Abraão, o pai de muitos

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

Abrão nasceu em Ur, Suméria, sul da Mesopotâmia, no atual Iraque, entre 1800 e 2000 a.C. Seu nome significa "pai elevado". É filho de Terá cuja família e conterrâneos cultuavam várias divindades. Porém, ao mudarem-se para Harã, Abrão inquieta-se quando certo Deus começa a provocá-lo de modo insistente, envolvendo-o com as promessas de um lugar onde jorrava leite e mel. Para isso, haveria de deixar sua terra e seus parentes e migrar com sua esposa Saraí para Canaã, onde é hoje a Palestina, Israel, Síria e Líbano, junto ao Mar Mediterrâneo. Acreditando e deixando-se convencer, ele obedece. O tempo passa, promessas são cumpridas. Porém, algo lhe falta. Sem filhos, Abraão não se sente inteiramente abençoado. Então, toma Agar, a criada, por segunda esposa a fim de continuar sua geração. E Agar dá à luz Ismael. Já idoso, firma nova aliança com seu Deus, tendo a circuncisão do homem por sinal, e passam a chamar-se Sara e Abraão, que significa "pai de muitos". Por milagre, agora, sua primeira esposa engravida. E Sara dá à luz Isaac. Devido a desentendimentos, esta convence Abraão a mandar Agar e Ismael embora. O Deus que tudo provê ordena, então, que seu filho seja oferecido-lhe em sacrifício. Cheio de tristeza, mas procurando manter-se fiel, Abraão decide obedecer novamente. Prestes a sacrificá-lo, realidade comum aos primogênitos daquele povo, o anjo de Deus intervém e ordena que a partir de então um cordeiro e não mais os filhos seriam sacrificados. E a história muda. Sendo patriarca do Judaísmo, Cristianismo, Islamismo e Bahaísmo, qual dos filhos, então, Abraão sacrificaria? Ismael ou Isaac? Judeus e muçulmanos contam diferentes versões. Com a morte de Sara, ele ainda casa-se com Quetura, originando Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suã.

Notas e referências
Cf. Gênesis

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