E a brigada militar, hein?!

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

Eles passam como se fossem intocáveis, invencíveis e fazem pose de poucos amigos. Alguns parecem os super-heróis das histórias em quadrinhos, parecem acima de qualquer suspeita. E da própria lei. E estão. Os que chegam acham-se no fervor do noviciado e os mais velhos olham de cima pra baixo, na intenção de arrancar qualquer confissão! A impressão é de que aqueles que não se reciclaram, como os filhotes da ditadura onde se esbaldaram, têm cara opressora e azeda, têm cara de porão e tortura. A truculência parece estar impregnada em seus movimentos. E o pior é que o abuso de sua autoridade ainda vitima, como regra, não como exceção. Basta ter acesso às estatísticas de que a polícia brasileira é uma das que mais mata em suas operações. Verdade seja dita que também é uma das que mais morre. Mas não teria aí uma correlação? Sim, eu gostaria que a polícia desta cidade, deste estado e país fosse humanizada e humanizante. Afinal, está aí para tomar conta da nossa segurança. É claro que precisa usar da força quando necessário. Contudo, força não é sinônimo de violência. Além disso, policiamento eficaz e eficiente também não é sinônimo de arrogância e truculência. Sim, eu ainda aposto na experiência dos veteranos e na novidade trazida por certas cabeças que aos poucos podem reciclar os batalhões. Contento-me naqueles policiais que não se deixam seduzir pelo autoritarismo, nem pela corrupção; nos que resistem aos vícios dessa força poderosa, apesar da complexa realidade que precisam enfrentar e do vergonhoso salário que ganham.

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