A história de Sadako Sazaki

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)
Sadako Sazaki nasceu em mil novecentos e quarenta e três, em Hiroshima, no Japão. Aos dois anos de idade, ela e milhares de japoneses foram surpreendidos pelo clarão fatal do chamado cogumelo atômico. Uma ogiva atômica chamada Little Boy, fora lançada sobre sua cidade. Milhares de pessoas morreram. Outros milhares sofreram mais tarde as conseqüências da radiação nuclear.

Sadako gostava de correr, por isso treinava muito. Aos doze anos de idade, depois de participar de uma competição, sentiu-se mal e foi diagnosticada com leucemia, a doença da bomba atômica. No hospital onde estava internada foram entregues mil tsurus, ou garças de papel, feitos por estudantes de Nagoya. No Japão, as velhas lendas diziam que o pássaro sagrado vivia por mil anos e a pessoa que dobrasse mil tsurus teria seus desejos realizados. Sabendo disso, Sadako animou seu espírito e passou a dobrar tsurus durante o tempo livre que tinha no hospital. Cada dobra era um desejo de sua recuperação. Antes de morrer ela dobrou seicentos e quarenta e quatro tsurus. Em sua honra, seus colegas dobraram mais trezentos e sessenta e seis. Fora enterrada com os mil tsurus.

A pequena menina tornou-se um símbolo da consciência japonesa pelo fim do armamento nuclear. Amigos coletaram dinheiro de todas as crianças do Japão para erguer um monumento em sua memória, no Parque da Paz de Hiroshima. Na inscrição, se lê: “Este é o nosso grito. Esta é a nossa oração. Paz na terra”. Cada ano, o povo coloca tsurus de papel na base do monumento para relembrar a tragédia da guerra e celebrar a esperança da humanidade de ter paz. É preciso fazer com que as armas atômicas sejam eliminadas, de tal forma que manter a segurança via armamentos nucleares seja considerado, não apenas politicamente incorreto, mas planetariamente insustentável.

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