Uma rapsódia em busca da paz

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

É noite de vigília. Vigie! É tempo de espera. Espere! Não, não chore mais! Levante a cabeça e siga! Se Deus quiser tudo, tudo, tudo vai dar pé. E quando o sol bater na janela do ‘teu’ quarto lembra e vê que o caminho é um só. Lembra?! Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? Vamos construir uma ponte em nós pra ligar seu coração ao meu, na certeza de que todos nós somos mais, muito mais, todos somos um.

Oh! Pacato cidadão!? Eu te chamei a atenção não foi à toa, não. Com os meninos em volta da fogueira, veja! Beba! Queira! Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo. Tente outra vez. Tente. E não diga que a vitória está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez! Sim! Pois, desde o dia em que ao mundo chegamos, caminhamos ao rumo do sol. Há mais coisas pra ver, mais que a imaginação, muito mais que o tempo permitir, e são tantos caminhos pra se seguir e lugares pra se descobrir. E você sabe, não existe caminho, passo a passo, pouco a pouco o caminho se faz.

No entanto, você deve compreender que nem tudo vai ser só diversão, pois um dia, meu amor, a tristeza e a dor também virão, mas nós vamos ficar juntos em todo o lugar, teimosos e inquietos em busca da paz. Por isso, ah! Companheira, me dá a tua mão, eu necessito do amor que tu me dás. Me leva pra luta. Me mostra o caminho. Revela o segredo pra viver sem medo. Até porque eu não creio em paz sem divisão. Contudo, quero luta, guerra não. Quero erguer bandeiras sem matar. Quero a civilização do amor, o tal Reino de Deus e sua justiça que sairemos a buscar. E todo o mais nos será acrescentado. Então, olhos abertos, enxerguem! O que se vê faça saber! E jamais esqueça: é preciso amar as pessoas para que haja um amanhã. 

Quando a gente ama é claro que a gente cuida, torna-se bendito porque guarda a paz; torna-se a filha mais amada, a mais querida pois Altíssimo mesmo a satisfaz. Acredite! Não há outro jeito. A paz se cria, se transforma. A paz se faz. É incessante, é movimento, é justiça social. E a gente será muito mais gente quando, enfim, toda a nossa gente, for gente de paz. E quando tudo isso acontecer, quando o dia da paz renascer, quando o sol da esperança brilhar, eu vou cantar. Como eu não sei rezar, e o trem já partiu da última estação, só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar... Não, não desejo muito. Eu só peço a Deus que a guerra não me seja indiferente. É um monstro grande e pisa forte toda a pobre inocência desta gente.

Escute! Eu tive um sonho. Sonhei que um dia meus olhos ainda hão de ver, na luz do olhar do amanhecer, sorrir o dia de graça; poesia brindando essa manhã feliz; o mal cortado na raiz do jeito que o mestre sonhava; a porta aberta ao irmão de qualquer chão, de qualquer religião ou raça. Sonhei que um dia as espadas servirão de arado que lavra o chão e os tanques de guerra serão ninhos dos pássaros que voam pelo céu. Sonhei que um dia a verdade e o amor se encontrarão; que a justiça e a paz com a quentura de um beijo se abraçarão.

Embora sonho, eu fiquei foi contente. Foi puro êxtase. Sim, pois ela veio, vem e virá. E, eu nunca vi coisa mais bela quando ela pisa a passarela e vai entrando na avenida. Parece a maravilha de aquarela que surgiu pra enfeitar a noite do meu bem. Ah! Como esse bem demorou pra chegar, mas eu ainda tenho no olhar toda a ternura que eu quero lhe dar. Por isso, canta, canta minha gente. Deixa a tristeza pra lá. Canta forte. Canta alto que ela acabou de chegar. Sonho meu, sonho meu, vai buscar quem mora longe, sonho meu. Eis que chegou o tempo de graça, eis o dia da libertação. Por isso, vem! Entra na roda co’a gente. Vem! Vamos embora! Quem fez a hora não esperou acontecer.

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