Quando se dá a volta por cima

Por Julio Cesar De Lima
(Ir. Pascal, Obl. OSB)

Diante de tragédias e sofrimentos, perguntamo-nos como as pessoas conseguem suportar e se refazer de tais golpes. Uma série de fatores interligados, sejam eles religiosos, psicológicos ou sociais contribuem na regeneração destes indivíduos. Da física, então, foi adotado um termo para explicar esta capacidade: a resiliência. Para compreendê-la melhor, imaginemos uma vara que se dobra ou um elástico que se estica, e ao sofrerem tais ações não se rompem porque há neles propriedades que tendem a voltar a seu ponto inicial depois de submetidos a certa pressão. No ser humano, esta é uma habilidade verificada a partir de experiências dolorosamente impostas pelo cotidiano ou por episódios trágicos. É óbvio que, dobrados ou puxados em demasia, ambos os materiais tendem a romper-se. O ser humano, por sua vez, pressionado e forçado além de seus limites, também sucumbe e morre. Daí, segundo Kátia Horpaczki, a importância de preparar pessoas que possam ajudar outras a reforçarem esta capacidade. Apesar de inerente ao ser humano, é preciso que a resiliência, às vezes, seja despertada, animada ou fortalecida. É neste sentido que vejo o trabalho de profissionais de áreas como a psicologia, a educação, a teologia, para citar algumas, sem falar na rede de suportes informais entre vizinhos, amigos, parentes ou mesmo entre pessoas desconhecidas. No desabafo, na lágrima, na escuta, na risada e na festa; da valorização de pequenos talentos à elaboração de um projeto de vida, o ser humano, potencialmente resiliente, vai superando as constantes travessuras que a vida lhe faz.

Referência
KORPACZKI, Kátia. Resiliência: ser flexível e crescer com situações difíceis. Porto Alegre: Mundo Jovem, n. 374, mar. 2007.

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